Influenciadora Duda Freire se pronuncia após a prisão do pai: 'Não representa quem eu sou'
27/02/2026
(Foto: Reprodução) Pai da influenciadora Duda Freire é preso em Goiânia, diz PM
A influenciadora Duda Freire se pronunciou pela primeira vez após a prisão do pai, Dyogo Hilario Tocafundo, em Goiânia. O empresário foi preso pela Polícia Militar por um mandado de prisão em aberto por tráfico de drogas. Nas redes sociais, Duda publicou um texto sobre sobre o ocorrido e disse que não convive com o pai há algum tempo por questões familiares.
"Lamento muito a situação envolvendo meu pai e, como filha, me solidarizo com o momento difícil que ele está vivendo. Ainda assim, preciso deixar claro que as decisões e atitudes dele são de responsabilidade exclusivamente dele e não representam quem eu sou, meus valores, minha história ou a forma como conduzo minha vida pessoal e profissional", desabafou.
O g1 não localizou a defesa do pai da influenciadora até a última atualização desta reportagem.
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O pai de Duda foi preso nesta quinta-feira pela Polícia Militar, no Setor Marista. O motivo da prisão foi um mandado em aberto por uma condenação por tráfico de drogas expedido em julho de 2025.
Dyogo e Duda em fevereiro do ano passado
Facebook de Dyogo Hilario
No texto publicado na tarde desta sexta-feira (27), Duda disse que sempre confiou na Justiça, que "é o caminho correto para apurar os fatos e esclarecer tudo dentro da lei". A modelo terminou a declaração dizendo que seguirá focada na sua carreira e pediu que as pessoas parem com "ataques e associações injustas".
A influenciadora é uma das melhores amigas de Virginia Fonseca e aparece com frequência ao lado dela em viagens internacionais. Duda também é modelo e divide o dia a dia com quase 3 milhões de seguidores nas redes sociais.
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'Delivery' de drogas
O processo contra Dyego se iniciou em 2023. Segundo os documentos disponíveis no Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO), a prisão que deu origem à condenação aconteceu em abril aquele ano.
Dyego é sócio de um restaurante no Setor Bueno, local onde policiais fizeram uma vigilância contínua após uma denúncia contra o empresário. Segundo depoimentos de policiais anexados à decisão, os agentes observaram que ele saía do estabelecimento e ia várias vezes em direção à motocicleta.
Duda Freire ao lado do pai, Dyogo Hilario Tocafundo
Instagram de Duda Freire
Em determinado momento, Dyogo saiu do restaurante rumo à sua residência, mas saiu logo depois e teria feito uma entrega a um suposto usuário de drogas.
"Conseguimos acompanhá-lo até a sua residência, onde ele foi até sua residência e deixou rapidamente, e continuamos monitoramento ali na Avenida 85, momento em que a gente vê o momento mais oportuno, ele fez a entrega", diz o relato.
Os policiais não prenderam o suposto usuário, mas abordaram e prenderam Dyogo com cerca de R$ 3,5 mil e uma porção de cocaína. Segundo os agentes, foram acompanhados do empresário até a casa dele, onde encontraram mais drogas.
Condenação por tráfico
Em depoimentos dos policiais disponíveis no processo, Dyogo é descrito como um "traficante costumaz" e os agentes dizem que a investigação levava a crer que a conduta caracterizava tráfico de drogas.
Na primeira sentença, Dyogo foi absolvido, pois o juíz entendeu que o vigília realizada pela polícia não tinha elementos suficientes para comprovar envolvimento com o crime de tráfico de drogas.
Porém, em 2025, o Ministério Público de Goiás interpôs recurso pedindo a condenação de Dyogo. Na decisão, foi entendido que o monitoramento foi realizado em situação considerada suspeita e que não houve ilegalidade nas buscas feitas no apartamento do réu.
"As fundadas razões citadas, que autorizavam o acesso dos policiais à residência, sendo válida a prova e todas as demais que dela derivaram", concluiu o relator no julgamento do recurso.
A partir dessa conclusão, o pai de Duda Freire foi condenado a 5 anos e 10 meses de reclusão em regime fechado, além de 583 dias-multa.
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