Filha de policial que fez parte da 1ª turma da PRF desabafa sobre últimos momentos ao lado do pai: 'Ele me reconfortou'
14/01/2026
(Foto: Reprodução) Antônio Aparecido Flamínio e a filha Luciana Flamínio, em Goiás
Reprodução/Facebook de Antônio Aparecido Flamínio | Arquivo pessoal/Luciana Flamínio
A filha do inspetor Antônio Aparecido Flamínio, policial aposentado que morreu aos 91 anos e fez parte da 1ª turma da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Goiás, desabafou sobre os últimos momentos ao lado do pai. A morte de Flamínio, como era conhecido, gerou comoção entre familiares e colegas de profissão.
“Ele ficou lúcido até os últimos dias no hospital. A gente teve muita troca, conseguimos nos despedir e falamos muita coisa. Foi muito intenso. Ele me reconfortou e me deixou tranquila”, relatou Luciana Flamínio, em entrevista à repórter Sarah Gandra.
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De acordo com a Luciana, o pai estava com dificuldade de locomoção e fazia exercícios físicos e fisioterapia para se manter ativo. Ela relatou que Flamínio passou mal, mas não resistiu e faleceu no hospital, no domingo (11), em Goiânia.
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Apaixonado por futebol e independente
A filha contou que o policial era apaixonado por futebol, tinha o Vila Nova como o seu time do coração e costumava pescar com um amigo na região sul do estado.
“Ele jogava uma hora de ‘Paciência’ todos os dias à noite para treinar o cérebro. Morava sozinho e era completamente independente. Dirigia, ia à feira e ao supermercado. Cuidava de tudo”, relatou Luciana.
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Homenagens
Antônio Aparecido Flamínio, morreu aos 91 anos, em Goiás
Reprodução/Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais de Goiás
Flamínio foi descrito pelo Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais de Goiás (SinPRF-GO) como um exemplo de coragem e pioneirismo.
De acordo com a instituição, ele foi o primeiro motociclista de escolta no estado e escoltou o ex-presidente Juscelino Kubitschek durante a construção de Brasília. O policial atuou em "operações que exigiam preparo técnico, coragem e compromisso com a missão institucional".
"Flaminio é reconhecido como um orgulho para a instituição, não apenas pela trajetória construída, mas pelo papel decisivo na consolidação do trabalho policial nas rodovias federais do estado", destacou o sindicato.
Legado
Em 1959, 15 homens deram início à história da Polícia Rodoviária Federal em Goiás
Reprodução/Instagram Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais de Goiás
Sua trajetória iniciou em 1959, em Anápolis, na região central de Goiás, quando apenas 15 homens começaram a escrever a história da PRF no estado. De acordo com a instituição, na época, as rodovias eram caminhos de terra, marcados por isolamento e muito trabalho braçal.
O sindicato pontuou o pioneirismo do grupo e o compromisso com o serviço público. “Eles chegaram antes do asfalto, antes da estrutura, levando disciplina, presença do Estado e compromisso com o serviço público”, escreveu o órgão.
O policial atuou de forma decisiva na implantação e no desenvolvimento das BRs 060 e 153, ajudando a estabelecer referências operacionais e a abrir caminhos para gerações de policiais rodoviários federais, ressaltou o SinPRF-GO.
"Seu legado permanece vivo na história da PRF em Goiás e nas rodovias que ajudou a erguer. Um exemplo de coragem, pioneirismo e amor à missão", finalizou o texto.
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